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» » » » Entrevista com Sjukt, da banda brasileira :Nihus:
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Gabriel: Antes de qualquer coisa, obrigado por conceder á Corrosão Extrema um tempo para esta entrevista, Sjukt!

Sjukt: Eu que agradeço pela oportunidade, irmão!

Gabriel: “Bem, pra início de conversa, de onde veio esse nome,”:Nihus:”?

Sjukt: Bem, a história é meio complexa. De início o projeto se chamava Wahn quando foi fundado no final de 2014, após a saída do vocalista eu arrumei um substituto que já era amigo de uns tempos. Esse rapaz tinha um projeto de Atmospheric Black Metal, chamado:Nihus:, porém o projeto estava parado e ele me convidou a fazer parte, após um período de organização pra podermos arrumar tempo pros dois projetos resolvemos unir eles. Não tínhamos um nome bom, então a Wahn e a :Nihus: se tornaram uma coisa só. Eu na verdade nunca soube ao certo de onde ele tirou a ideia do nome (que é muito bom), mas creio eu que tenha a ver com ser uma menção ao Niilismo (Nihil), ele é fascinado pelo assunto e muitas das letras dele envolvem isso.

Gabriel: Interessante... Você faz tudo na banda, exceto os vocais, pode me dizer o porquê de não ter optado pelos "berros"?

Sjukt: Eu nunca fui o melhor nos vocais, já tentei uma coisa ou outra, mas nunca dava tão certo. Depois de um tempo tentando aplicar meu próprio vocal nas músicas, eu decidi que era mais fácil ter alguém que gravasse os vocais com perfeição. Na verdade eu só não me encaixo bem na hora de fazer vocais rasgados, mas em algumas partes limpas de umas músicas (ou até músicas inteiras) sou eu quem grava o vocal.

Gabriel: Eu notei que na penúltima faixa do álbum Monólogo do Sofrimento há vocal, que no caso foi você que fez, correto? Sobre as letras, elas são espelhadas em experiências próprias de sua vida ou acontecimentos recentes, etc.?

Sjukt: Na verdade a faixa que tem vocal é a primeira e última do segundo vocalista (Seventh) o mesmo que deu nome ao projeto, atualmente conto com Emmanoel (Dyingchrist e Gurum) nos vocais. As letras têm influências de tudo que na aconteceu na minha vida/vem acontecendo. Minha vida é repleta de altos e baixos (quase sempre os "baixos" se sobressaem), eu gosto de usar tudo de ruim que acontece nas letras, eu me isolo, mantendo toda a energia negativa e jogo ela nos instrumentais ou letras e isso me serve como forma de terapia.

Gabriel: Realmente é algo profundo e interessante, vários outros artistas usam essa "técnica", eu mesmo uso e etc. Eu aprecio muito a sonoridade da :Nihus:, tal como tudo em si nesta banda, mas gostaria de saber, de onde veio essa ideia de fazer DSBM? Veio de algum desejo de transmitir sentimentos musicalmente, fazer algo por diversão, como veio?

Sjukt: De fato não há nada divertido nesse tipo de música (risos). A ideia de início nunca foi nem sequer lançar algum som, eu queria liberar a energia negativa que sempre me ronda, nas músicas e nas letras, era pra ser algo pessoal, usando a música como terapia, mas de repente começamos a divulgar as músicas e deu no que deu. Atualmente estou bem satisfeito com isso.

Gabriel: Não só você, os apreciadores da música também (risos). E quais são suas principais influências?

Sjukt: Bom, musicalmente eu diria que minhas influências são Thy Light, Nocturnal Depression, Alcest, Agalloch, Happy Days, Austere, e a banda de nosso saudoso vocalista Emmanoel Ximendes, o Gurum! Eu me identifico de mais com toda a atmosfera das músicas.
Com relação às letras, minha maior influência é minha vida.

Gabriel: Você citou anteriormente que a banda se chamava Wahn antigamente, poderia explicar o motivo da mudança de nome?

Sjukt: Bom, quando o segundo vocalista (Seventh) se juntou à Wahn, queríamos conciliar o tempo de escola, trabalho, "lazer", Nihus e Wahn. Não era tão fácil, então unimos os projetos (Afinal, éramos eu e ele na Wahn, e eu e ele na :Nihus:), e não tínhamos um nome bom e significativo, então usamos o dele.

Gabriel: No caso, quando isso não deu certo, restou apenas a :Nihus:?

Sjukt: Tentamos usar "Plangor" também, significa algo como lástima/choro/gemido/lamentos, etc... Mas não era tão bom quanto :Nihus:.

Gabriel: Com toda certeza (risos) E sobre a saída deste Seventh? Foi alguma briga, desentendimento?

Sjukt: Na verdade não, ele saiu porque quis. Sempre inventava desculpas pra não gravar os vocais e no final acabou revelando que já não dava mais tanto valor à cena DSBM e não tinha mais vontade. Ele saiu e eu segui com o projeto.

Gabriel: Realmente é triste ver esse tipo de situação, mas não á o que se fazer sobre isso... Enfim, que estilos você gosta de mesclar em suas músicas além do DSBM?

Sjukt: Bom, eu tenho muita influência do Black Metal norueguês, e consigo associar um pouco dele ao meu DSBM brasileiro (risos). Tudo que eu ouço ou já ouvi em algum momento da minha vida, influência um pouco na hora da composição, eu gosto bastante de Avante-Garde, por exemplo, algumas influências desse tipo estão bem presentes nas minhas composições.

Gabriel: Bacana essa inclusão de influências alheias
Antes de terminar, gostaria de deixar um agradecimento ou recado para alguém?

Sjukt: Queria agradecer a você, pela oportunidade! E a todo mundo que apoia ou já apoiou de alguma forma a :Nihus:, Obrigado!


Gabriel: Nós da Corrosão Extrema que agradecemos por nos dar esse tempo para a entrevista, irmão!

:Nihus: é: Emmanoel - Vocais e Sjukt - Instrumental








































Ouça a single "A Hole In My Chest", a primeira single com vocais, já com Emmanoel na formação!

Bandcamp: https://nihus.bandcamp.com
Facebook: https://www.facebook.com/nihusabm

Autor El Preton

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